OS SONS

O som das coisas se apagando

A página virando

Rasgando

Com todos os “RRRR”

R de Rachel

Uma guria que conheci...

O vento cortando a janela

Soprando as verdades

Que sussurras longe das vozes

Um “Wooo” com W acentuado

W de Weend, primaveril...

Batidas ao longe

E como reverberam no oco

Deste coração frio,

Um “Do do do do” infindável

Com D de Daiane

Sem solução.

Pigarreios, algo irritando

A garganta, contraste

Da límpida e santa

Do “ARRRR”

Ar de Artemisa

Sereno.

Água vazando em torrentes

Um “JAAAA” que me falta

Desde sexta-feira

Com J de Jaci

Minha fiel escudeira.

Batidas na porta

Ou som de Chaves, Jirafales

“TA TA TA TA”

Com um T sonoro

T de deixa pra lá,

São só o som de coisas

Que se apagam

Sem as verdades que falam,

Como outros sons

Que não entraram neste poema

Mas estão presentes,

Sons e nomes se apagando

Indefinivelmente.

Sirenes. Noticiário. Um S

Próximo.

Diego Duarte
Enviado por Diego Duarte em 11/06/2020
Código do texto: T6974192
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2020. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.