IN THE END

Vi minha desgraça adiante,

em esfinges miseráveis.

Invernos desprezíveis,

são presentes caóticos,

e o chumbo em meu hálito

é a lição da saudade e

existir foi válido.

Vi o vício,

o prazer de meus defeitos.

No presente,

esse deleite é ausente.

Passagem eminente!

Vi minha desgraça, sucumbindo...

Fui descendo sem futuro;

afundei-me sem passado;

fiquei sozinho e derrotado.

Calado ao falar,

zombei mesmo comigo,

gritei sufocado e só,

como um corpo coberto,

rasgado de espinhos.

Vi minha desgraça alarmante,

sobressaltando à minha moral!

Fui passional com meus sonhos

- fui vil!

Adorada miséria,

cale-me agora!

NÃO CALO!

Ou penso e falo,

ou falo sem pensar...

Vi minha alma perdida.

Ajude,

pois vi minha alma chorar...

Vi minha desgraça,

despertando ao temor da profecia,

quando anunciada,

na beleza cancerosa das orgias,

da mensagem duvidosa,

do perigo nesta orla,..

E o poder,

ninguém viu

naquela terra dos meus erros!

E os poetas se repetem

em tragédias plagiadas.

Frustrem meu sossego!

( AUTORIA: YVANA RODRIGUES & RODRIGO DE OLIVEIRA )

RODRIGO PINTO
Enviado por RODRIGO PINTO em 19/10/2007
Reeditado em 27/10/2007
Código do texto: T700964