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Senhora

Não há como fugir,
Sou hoje teu escravo, vivo sem grades, pois os
Teus olhos me fazem colidir...
Contra mim,
A favor de você.
A minha alma penada fica completamente perdida,
Sem forças, em palor... A vagar apaixonada.
Quando ouço a tua voz na entrada,
Quando sinto as tuas pegadas...
Tuas mãos macias completando as minhas...
Corre na veia um calor,
Salta da pele o suor,
A cabeça perde o rumo.É como se a loucura
Imaginasse o sonho de te receber no colo;
É como amar uma mulher, em única vez,
É como ser feliz na eternidade de um segundo.
Sei que no mundo de ti, não há espaço,
Pois há raizes profundas nas terras do teu compasso.
Mas essa tua boca envenenada,
Essa luz, que vem em brilho iluminar a minha morada,
Como divina arte, me deixa a cada dia de minha existência
Um Martin, desse amor, que teima em se formar,
Entre pedras e as correntes.
Se não há como fugir, nem palavras eu tenho para morte,
Pois dessa sina da sorte, ainda que clame o amor,
Ainda que eu diga por favor...
Te chame pelo nome,
O meu peito  se vê  socorrido só pela dor.
Alberto Amoêdo
Enviado por Alberto Amoêdo em 23/10/2007
Código do texto: T706907
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Alberto Amoêdo
Macapá - Amapá - Brasil, 51 anos
1354 textos (19284 leituras)
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Alberto Amoêdo