CESURA

Atordoantes gestos átonos: Aergia!

Sucumbiam de adeus. Finalmentes.

Porteira de fim de estrada, cesura!

Vates, hemistíquio divisor de versos.

Thanatos executando suicidio poético.

Mirífico porvir ufano: Eros sonetado.

Decisão árdua, abjurar o dominado,

Alando própria intuição alvissareira

De riscos, de arrojadas elãs venturas,

Formosuras de maturidade poética.

Novos céus se quer desnudar: Horme!

Olhos fixos no éden, com mãos postas,

Vestindo o discreto, roto, burel pardo,

Calçando precatas anchas, protetoras

Da peregrinada matuta do virginal poeta.

Revigorantes gestos tônicos: novatos,

Abrolham em luz. Noûs reluzentes.

Portal de nova estrada, ávida cesura!

Polimata, hemistíquio iniciar de verso,

Calíope, tutoriando renascer poético.

Cesar de Paula
Enviado por Cesar de Paula em 23/10/2020
Reeditado em 24/10/2020
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