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Reflexões pós morte.

Como podia saber

Que a morte me buscaria

Naquela manhã tão clara

Naquele dia de sol?

 

Bem melhor teria sido

Se em casa houvesse ficado.

Ela teria me pego

Lá, bem no alto da escada

A morte não erra caminho

Iria pra onde eu fosse.

Dela, não há como escapar

Viajar pra outro planeta,

Esconder-se  debaixo da cama,

Fechar a porta da rua.

 

Nunca pensei que pudesse

Estar fora e tão perto de mim.

Ainda não me acostumei

A não ser quem um dia eu fui,

Quietinha deitada no berço

Que outro nome não quero eu dar.

De lá não mais sairei,

Nunca mais com as próprias pernas.

Mas isso nem mais me importa:

Tão livre que agora eu estou.

Sou agora um anjo sem asas

Posso ir para onde quiser,

Posso ser o que sempre busquei.

 

 

 

 

 

(poema  feita sob o impacto da morte de Mônica Dias)

 

Maria Olimpia Alves de Melo
Enviado por Maria Olimpia Alves de Melo em 29/10/2007
Código do texto: T715504

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Sobre a autora
Maria Olimpia Alves de Melo
Lavras - Minas Gerais - Brasil
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