"ENDOIDECIDA"

Amo-te, como quem arde em febre maldita;

Em versos que sangram saudades quando não estás...

Apetece-me a alma, o corpo, as entranhas

Tudo grita por ti; pela tua pele na minha pele.

Amo-te, estranhamente... a minha maneira 

estranha de amar

À beira do caos da loucura, como uma poetisa lúcida, endoidecida.

Como quem jura no leito de morte para além da eternidade;

Vivo e morro, do mesmo amor que me salva e me condena ao abismo da distância...

Sem os teus beijos, teu toque e voracidade.

Amo-te, mais do que a mim mesma;

Além de todas as palavras que possam desenhar as linhas em poesia.

Cristina Milanni
Enviado por Cristina Milanni em 02/07/2021
Código do texto: T7291259
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