Eu escondi aquele nome e apareci por aqui

Rejeitado pelo céu, dividido no ponto de não retorno

Continuo me perguntando, agora que estou prestes a desaparecer sobre a luz dentro do tempo em branco

Eu penso enquanto existem tantas sombras negras quanto memórias de mim, minha mente dorme entre a confusão de inveja e raiva

Liberando uma doce fragrância, estão as armadilhas das minhas memórias

Mesmo os machucados daquela noite que infiltraram-se na minha alma, não possam ser curados, não deixe-me ver suas lágrimas

Cobertos pela escuridão lubrifiquemos nossas lâminas com sangue e lágrimas e os gritos estridentes são a música de comemoração

Enquanto perseguimos a falsa luz, à luz para aqueles que estão perdidos é transformar esse mundo num sol incandescente, em que Deus possa ser adorado, a luz desliza pelas lacunas entre meus dedos

Sustento-me mesmo nas feridas infligidas em mim, rasgando o silêncio em pedaços uma sombra cai sobre o sol poente

Se me fosse permitido cumprimentar o amanhã, talvez eu tivesse sido salvo

Enxergue além do possível olhar, alternativo se me esperar daquilo que pode se concretizar, somente delírio de quem almejar, o ponto central das correntes é a espiral da loucura uma passagem de cadáveres caídos banhada em aspirações?

Yuri Cabral
Enviado por Yuri Cabral em 22/07/2021
Código do texto: T7304644
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