A reclusão dos dias

Soa o alarme o pintor em seu ateliê,

Tingindo o quadro do mundo,

em um suave carmesim

O quadro ironiza o movimento do homem e embebeda sua fantasia

em realidade, uma vez escutou a canção do silêncio

Se espalhando em gestos

As máscaras e as luvas precisam sorrir, era o que dizia meu vizinho Aplaudindo a multidão e o nada

A chama dos corpos irradia a vermelhidão

O silêncio das sombras na rua, assombra é revela o sentimento esquecido, o reflexo do espelho torna-se o esquecido

E o silenciar desses dias em seu fim

Yuri Cabral
Enviado por Yuri Cabral em 31/07/2021
Código do texto: T7310859
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