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Sensações quando são grandes

7 - duque hediondo
                           
nem já nos vale freud o freud explica

há triunfos sem cores e sem asas
e sem os belos marcos miliários

sadão herói vencido reencarna
e vem amar a quem o enforcara

não mais essa rudeza
que mata herói caído

na luta o rei tropeça e cai por terra
a cabeça um duque lhe decepa
leão e tigre lutam
o tigre cansa joga-se pra o chão
depois à luta volta

sadanizar heróis caídos
é a maior desgraça de quem manda
heroismo hediondo da miséria




o que eu de menino ainda guardo
é como um star na praia e ver passar navios
as saudades falas de mais ser

é um ontem de estátua que esverdeia
o marasmo da jovem que se endeusa
pousando nua em montra de comércio

e tudo são jasmins rangendo a cor
um mais que vira lenda e faz que zeus
se torne chuva de ouro e vá transar
um paloce ministro intimidades

ai minha sensação
tão nobremente aroma de quem vence
pontuda como um pe-ce-cê-são-paulo
abrindo túneis pra bancos assaltar
façanha mais criativa genial
que vencer a batalha riachuelo
a tiros de cachaça e copos de canhões
António Soares
Enviado por António Soares em 17/11/2007
Código do texto: T741134

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Sobre o autor
António Soares
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 83 anos
101 textos (4444 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/17 23:13)
António Soares