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qual o mal de um pouco de destruição?

Gosto de destruir!
Não é ninguém que o diz
Sou eu mesmo que o confesso e afirmo

Tenho orgulho em tal?
Ousam-me perguntar sem medo
Sim, talvez, porque não?
Respondo sem olhar
Afinal, que mal tem um pouco de destruição?!
E acrescento ainda:
Qual mal tem um pouco de revolução?
Uma queda imperial
Uma morte ou duas
De um ditador velho e velhaco
Maníaco e depressivo
Sim, que mal tem?
Que mal tem um copo estilhaçado
No chão de uma festa chata
De tias indolentes
Sim, que mal tem?
Que mal tem um braço partido
Um olho negro
Um hematoma qualquer?
Que mal tem uma tempestade
Que tarda em partir
E um arco-íris que tarda em surgir?
Que mal tem uma batalha perdida
Por um tubarão autocrata
Se da suas entranhas se alimentarem mil?
Que mal tem um voto rasgado
Se este de nada vale
E apenas alimenta a podridão
   


Sim, talvez seja apenas isso que o mundo precise:
Um pouco de destruição.
Miguel Lanzarote Lúcio
Enviado por Miguel Lanzarote Lúcio em 17/11/2007
Código do texto: T741301
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Sobre o autor
Miguel Lanzarote Lúcio
Portugal, 32 anos
6 textos (61 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/17 11:51)