COMPAIXANDO

Compaixão tem gosto terno, nada encardido,

nada arredio, nada puído.

Suas teclas encantam, trazem à tona, respingam luz.

É néctar soberbo, altivo, de rei.

Sabe ornar os ventos, sabe acarinhar o medo,

sabe domar todos passos sem fé.

Compaixão é pra poucos, pra quem já desatou

as rédeas do talvez, pra quem já alforriou os próprios

desencantos, as próprias câimbras na alma.

Compaixão desembesta os fracos, desespera os farsantes,

derruba quem afronta a dor sem dó.

É nódoa farta de zelos, de perdões, de acolher.

Na compaixão debruçamos o nosso melhor suor,

a nossa mais linda florada, o nosso mais encantador

viver.

Oscar Silbiger
Enviado por Oscar Silbiger em 16/01/2022
Código do texto: T7430950
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