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* Tempestade Ousada *

Ganham os ventos a terra seca
espalhando inúmeras multidões
grãos soltos viajam pela brisa
sorvendo os restos entre arabescos

Fustigada intempérie tenaz
entrelaças tudo à sua passagem
rendas de Veneza se desfazem
com se de outono tratasse

Antagónica sua sina
o fumo queres soprar
o fogo da floresta apagar
enfim, juntas tudo, para as separar

Suas brisas profanam o altar
as velas da capela apagar
as saias das beatas levantar
até em reduto de fé queres chegar

Atirando flores ao mar
como devoto de Yemanjá
desdenhas o seu perdurar
pois sabes que és infinito
Luis Andarilho
Enviado por Luis Andarilho em 20/11/2007
Reeditado em 20/11/2007
Código do texto: T744264

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Sobre o autor
Luis Andarilho
Portugal, 45 anos
153 textos (8025 leituras)
1 áudios (107 audições)
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Luis Andarilho