OCASO

OCASO

Não por acaso

Chega o ocaso

O que antes

Pareciam estrelas

São hoje apenas cadentes

Lembranças afloram

Flores que murcharam

Levadas por águas passadas

Engana-se a solidão

Chamando-a solitude

Apenas ilusão

Nenhuma grande atitude

Pencas de amigos a distância

Que aos poucos vão se sublimando

Virtualidade tomando

Como se remédio fosse

Mas que não cura fossa

A fuga é inanimada

Mostrando histórias de vida

Que não são reais

Mas consolam a realidade

Criando grande amizade

Intermitente toca a campainha

Chega mais um amigo

Trazido pela modernidade

Custa barato

A Divina Comédia

Que vai acompanhar

O caminho a novo tempo

Arnaldo Ferreira
Enviado por Arnaldo Ferreira em 14/09/2022
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