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CaraCa

Rosa Pena

 

Um, dois, três,
contei até trinta.
Novembro desbotou.
Chegou dezembro,
com nova tinta.
Cinzento!
Os pobres chamam de isento.
Eu sou o que no momento?
Encher o tanque ficou impossível.
No combustível é a OLP terrível...
(Oba, Liberaram o Petróleo?!)
De anorexia nem cachorro mais late.
Mas a polícia promete ceia na favela:
Um presunto e duas velas.

Tirei meu extrato.
"Dólar furado”.
Nem a moeda americana,
mais pra banana.
Afogado por mais que nado.

No telefone me chamam de amigo.
-Cliente venha ligeiro.
Quanto lero- lero!
Olho no meu décimo terceiro?
Comprometido com o Manuel
o açougueiro.
Cadê o Papai Noel...
Não atende a nenhuma chamada.

Será que ele está envolvido
na delação premiada?


 

 *

 

 

 

 

Rosa Pena
Enviado por Rosa Pena em 02/12/2007
Reeditado em 01/12/2014
Código do texto: T761572
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Rosa Pena
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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