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Grãos de Areia

Sinto que o amanhã vem chegando,
É preciso levantar e acordar do sono,
É preciso coragem e rebeldia,
É preciso mudar a melodia.

Sinto que os olhos veem além,
Que uma brisa leve desperte o hoje,
Que um grão de areia será uma minúscula parte do todo que sobrou.
Seja o chão, a terra, o barro vermelho, a areia preta,
Seja o homem que se lambuza na lama negra
Buscando resposta pra tudo.

Sinto que as flores estarão nos  momentos,
Estão em nosso arrependimento,
Estão em nossa despedida,
Estão nas festas, nas praças, avenidas.
Morrem pra dá lugar as construções.
 
Sinto que o homem brinca com a sorte,
Não sabe se vai pra o sul ou pra o norte,
Devora tudo que ver,
Primata de mim, de você
Num grito voraz qual leão.

Na certa, um dia tudo cessará,
Haverá a busca por um novo dia,
Onde as raízes e as essências humanas,
Explodirão como grãos de areias,
No renascer de um novo mundo
Sem Gana,  sem chama, sem morte.
Ecila Yleus
Enviado por Ecila Yleus em 04/12/2007
Reeditado em 24/01/2017
Código do texto: T764188
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Ecila Yleus
Recife - Pernambuco - Brasil, 65 anos
328 textos (10462 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/17 14:53)
Ecila Yleus