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Cotovelo estranho

Deixe disso, sem retórica
Vamos falar de genética
Diga se tem medo de risada
Percebi um fingimento
E de um modo bem sincero, confesso:
estava errado o meu conceito
 
O que vê por este espelho,
Esclarece,
se o que vejo é o que acho
Quero bem o ser de fora
e conversar com o de dentro
 
Vamos olhar o seu passado
Lembro bem desse seu medo
Trovão seco, chuva curta
O trinco que se abria
Era a chave que te trancava
Quando pega de surpresa
se encolhia num chão de breu
E ficava
 
Ficou contente, meio cismada
Sentiu cedo no tronco
um cotovelo estranho
Cutucada pelo jeito ridículo
Febril, calada, preferiu o trauma
 
O ambiente urbano ri
A lua nova é só uma rocha
Mas mesmo assim, criança
Pela última vez, peço
Nem que minta
Sorri
Michell Niero
Enviado por Michell Niero em 09/01/2008
Código do texto: T809320

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Sobre o autor
Michell Niero
Osasco - São Paulo - Brasil, 35 anos
37 textos (3186 leituras)
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Michell Niero