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Pusilânime

Ofereças os punhos a adaga,
mas não culpes o breu por ser escuro.
Como condenas o que no mundo é espurco
Se a luz que em ti é própria tu apagas?

Só os vermes visitarão o teu sepulcro
em teu jazigo, nem ao menos uma flor será encontrada...
Pôdes gritar os teus lamentos, mas a voz está calada.
Esvaiu-te a gratidão junto com o sangue dos teus pulsos.

Que fizeste diante da paisagem enlamaçada?
Apenas choraste com teus olhos turvos?
Fácil sucumbir amor e utopia e não ser nada!

Difícil é cantar o amor ao ouvido surdo,
é sorrir a dor quando ela ataca,
é ser aquilo que profetizas ver no mundo.
Hermison Frazzon da Cunha
Enviado por Hermison Frazzon da Cunha em 15/02/2008
Reeditado em 02/10/2009
Código do texto: T860719
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Hermison Frazzon da Cunha
São Leopoldo - Rio Grande do Sul - Brasil, 39 anos
103 textos (30222 leituras)
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Hermison Frazzon da Cunha