Silêncio

Silêncio... A noite nos espera.

Nada se ouve a não ser ruídos de anjos

que espaçam vôos pela madrugada,

que levam saudades na suavidade de suas asas.

No emudecido brilho intercalando azuis

no céu de estrelas que dançam na calada de seu universo,

com a lua embranquecida sem falar amores.

Silêncio... A noite se adianta.

Dormem as almas de todos os pássaros

e entre meus passos que tropeçam,

recolhem-se as flores sem perfumes e sem sonhos.

Na imensidão dos mares, entre algas e águas-vivas,

as ondas adormecem e as espumas perdem-se

sem linhas que dividam horizontes.

Silêncio... A noite não geme.

Rondam as brisas pelos pensamentos,

chorando orvalhos por campos que o verde abandonou

carregado nos ventos ao entardecer.

Por algumas pequenas colinas, entre pedras imortalizadas,

a música perdeu seus últimos acordes

desafinando melodias para ninguém cantar.

Silêncio...

Acorda este mundo com a magia de tua existência!

Acorda o meu mundo que está sozinho.

Acorda o silêncio que deixaste em mim...

Ida Satte Alam Senna
Enviado por Ida Satte Alam Senna em 15/12/2005
Código do texto: T86215