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Soneto XXXII

O pensamento sombrio me possui
E eu possuo o pensamento sombrio
Assim, é com o este pensamento que crio
Assim, a maldição se conclui.

Em minha alma, a maldição também flui
Num coração que tem muito amor e muito ódio
Pelas melancolias, pelo vinho e pelo ópio
Pelo guerreiro que sou – e sempre fui!

Hão de um dia se acabar com tudo isso
Carcomido por vermes em minha sepultura
Meu sangue proliferará como um esguicho,

E, assim, não tendo à maldição mais cura
Descansarei, na morte, e estes rabiscos
Serão o eterno registro de minha amargura.
Júnior Leal
Enviado por Júnior Leal em 30/03/2005
Código do texto: T8642


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Sobre o autor
Júnior Leal
Lagoa Santa - Minas Gerais - Brasil, 35 anos
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Júnior Leal