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O MIRANTE DO DESABROCHAR PRECOCE

                                   



Ao descerrar a janela do meu quarto,
Contemplo a paisagem do quintal de casa:
Compleição bucólica em que predomina
Uma atmosfera que cintila ao sol da manhã de crisálida.


Aqui, parece que a alvorada
Se despede mais cedo:
Entrega-se ao arrebate do fogo heliocêntrico
Quando o dia jaz ainda sob o aconchego do leito.


Passados alguns momentos de deslumbramento,
Acomodo um pouco meu olhar
Sobre a ventura da ótica
Que repousa na cama da urbana roça:


Meu par de olhos goza o contemplar
Das bananeiras, abacates, graviolas;
Mangas, mamões, limas, limões, laranjas, cenouras, abóboras;
Mandiocas, cocos, inhames, batatas-doces, acerolas!


No entanto, é o céu que me enleva e arrebata:
O albino azul que me afoga;
As nuvens pairando plácidas;
No ventre, posso vislumbrar a linha do horizonte e ás abóbadas agigantadas.


Afinal, ao regressar da dimensão do divagar,
Sinto-me como tivesse levitado
A bordo da nave do profundo pensar:
Agora, a poesia, em mim, eclode, recrudesce, é contínuo jorro de avatar!


JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA


JESSÉ BARBOSA
Enviado por JESSÉ BARBOSA em 09/06/2009
Reeditado em 03/06/2010
Código do texto: T1639633

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Sobre o autor
JESSÉ BARBOSA
Salvador - Bahia - Brasil, 38 anos
250 textos (2205 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 28/09/20 04:09)
JESSÉ BARBOSA