LUAR DO PARANÁ


Em noites de cristal
lua e estrelas solitárias
polvilham a fina prata
na renda das araucárias

Franzinos braços sucumbem
aos afagos frios de outonos
harpejando na aragem mansa
canções de seus abandonos

Em campos que enveredam
por caminhos do infinito
A soledade dos ventos
engole à seco o seu grito

Rabisca nas folhas secas
histórias a se contar
de morenas cor de centeio
polacas olhos de mar

De casas e cumeeiras
rendadas de lambrequins
cheirosas broas de milho
canteiros de alecrins

Na colina de espigas cheia
saúda o lobo guará
o luar que incendeia
o chão do meu Paraná