Abajur nostálgico

Olá, abajur

companheiro

belo, altaneiro,

vigia de cabeceira.

Criado calado, mudo

ao meu lado, alado anjo

imaculado, mavioso múrmur.

Quando o meu amor me deixou,

somente você, foi fiel companheiro,

enfronhado ao lado do velho travesseiro

enxovalhado, e, pelo descuido afetado.

Quando se perde o verdadeiro amor,

passa-se a procuração a qualquer

procurador de emoção de mulher

santa, ou, maculada na bela flor.

Tornou-se meu objeto de fixação,

à resolução de velha ingratidão.

“Sonhar é viver”

jbcampos
Enviado por jbcampos em 29/08/2012
Código do texto: T3855843
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