NA ESCURIDÃO
 
 
 
A luz que vemos e ilumina
É a mesma desde que nascemos.
Pois a gente é quem determina,
A forma do clarão que queremos.
Quando criança só predomina,
O melhor para quando crescermos.
 
A escuridão não é tão feia;
Pode até abrir-nos caminhos.
Como sangue que corre na veia
De um homem ou dos passarinhos.
Ou de um lobo na alcatéia
Na procura dos seus filhotinhos.
 
Às vezes para encontrar a luz
Embrenhamos-nos na escuridão.
Na penumbra carregamos a cruz,
Que nós escolhemos com convicção.
Não pelo que a vida nos conduz,
Mas pelo bem da nossa salvação.