O som das Pedras

O som das Pedras

A cada instante uma palavra nova,ruge dentro de mim;

Na ausência de uma ou outra, morro sempre abrasado;

E nada se quebra,é fio e abismo,e já me basta.

E no papel que escrevi soneto, como-o por inteiro!

E dessa urgência de possuir o que tem de vida a semente,

Já não me basta de todo o esquife ou a alforria,me calo,eterno;

E da vida acontecendo,e momentaneamente se bastando,

A vida me modula de novo o ventre,renasço do mesmo abismo!

Sendo assim,as coisas, essas permanecem,até chover nas romãs,

De um outro tempo,de um outro momento de criação,

Só o coração cuida de seu conteúdo,das palavras que retornam!

O tempo então discute o talhe de mim e da poesia,mais um abismo

E me retem o pulso de tudo,mas uma flor me tem em gestação

E avisa que haverá silêncio,tudo distraído,colide ato de existir!!

MaisaSilva
Enviado por MaisaSilva em 26/02/2019
Reeditado em 26/02/2019
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