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CREPÚSCULO SERTANEJO

No caroazal empoeirado
O teiú vive feliz.
No pasto entre o gado
Corre tranqüila a perdiz.

No pau-ferro, a favor do vento,
João de barro faz sua morada.
O sabiá canta no quiabento
Com saudade de sua amada.

Na sombra da baraúna gigante
Canta a cauã, canta o cancão,
Canta a araponga e a seriema andante
Sinfonia do meu sertão.

Os cascavéis se arrastam pelas frestas
Das folhas mortas da imburana.
Os urubus fazem festas
Por onde passa a sussuarana.

Do tronco da porteira
Voa livre o bem-te-vi.
À tardinha na capoeira
Canta alegre a juriti.

No horizonte o sol faceiro
A natureza faz partir.
Nos galhos nus do imbuzeiro
As pombas rolas vão dormir.

Foge lentamente o clarão,
A coruja seu vôo ensaia.
Em cada canto do sertão
A tarde sonolenta desmaia.
Carlos Melgaço
Enviado por Carlos Melgaço em 21/10/2007
Código do texto: T703677

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Sobre o autor
Carlos Melgaço
Vitória da Conquista - Bahia - Brasil, 60 anos
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Carlos Melgaço