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O deserto

Olho no 'além',
Dos que os olhos conseguem buscar,
Ainda refém,
De tudo aquilo que ainda sinto no ar,
Apenas dores me detêm,
Rasgando minhas carnes para tirar...

Agora não,
Ainda não sei onde estou,
E o mar pode me arrastar,
Até onde o vento se ancorou...

Agora não,
Ainda não sei onde estou,
A chuva pode então me molhar,
Esse corpo nu que então repousou...

No deserto,
A maior ilusão são miragens,
Onde se busca tudo no nada,
E os olhos só veem paisagens...

A vida,
Começa cotejar em cada gota de suor,
E a mente cada vez mais se espantar,
Com o corpo a definhar...

A morte,
Vem como refresco natural,
Ao corpo que numa imensidão de areia,
Cai com os lábios ainda sentindo o sal...

O sal,
Que tempera e dá gosto,
Desce na garganta tão amargo,
O Amargo do desgosto...

O desgosto,
De ter lutado tanto na vida,
E mesmo com tanto nadar e remar,
Na areia, a vida ali termina esquecida...
Felippe Oleias Vieira de Sousa
Enviado por Felippe Oleias Vieira de Sousa em 10/01/2021
Código do texto: T7156906
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Felippe Oleias Vieira de Sousa
Porto Velho - Rondônia - Brasil, 33 anos
465 textos (10766 leituras)
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Felippe Oleias Vieira de Sousa