Pessoalmente falando

Meu coração

Comboio do imaginário sentir

Que por minhas mãos

Impõe-se à realidade

Dividido entre ter a razão

E não me pertencer.

Fingimento-verdade

Em completo e profundo

Movimento de ir

Em busca do não visto

E vivido.

Vivência alheia,

Outramento mimético do mimesmo,

Rodopio radical,

Racional...

Quem me lê

Não me vê,

Sente em si

Minha vida

Como sua.

(Releitura de “Autopsicografia”, de Fernando Pessoa, publicada na coletânea "De Pessoa para Pessoa, Ed. Litteris)

Glaucio Cardoso
Enviado por Glaucio Cardoso em 26/11/2011
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