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Onde Está Minha Pasta?

Eu chego em casa, minha filha é a primeira.
Me dá um beijo, minha pasta carregou.
E o meu filho me pergunta se a carteira
Tá bem cheia, porque a grana que lhe dei já se acabou.

Muito brinquedo lá no quarto da menina.
Tudo espalhado, minha pasta já sumiu.
Vou pro meu quarto donde escuto a voz fina
Da mulher dizendo qu’eu não trouxe o pão que ela pediu.

Isso é todo dia,
Mas quase sempre é uma alegria.

Acho qu’eu não sabia.
Nem sempre a vida é só para gente maldizer.

Provo a aletria.
Um pouco mole eu preferia.

Acho qu’eu não seria
Capaz de uma outra vida escolher.

A bicicleta é o que o meu garoto pede.
Papai Noel, lhe digo, ainda não chegou.
Espero qu’ele uma boneca não me negue,
Diz a filha ao devolver a pasta que ela carregou.

Eu vou dormir e vejo em cima da cadeira,
Já está a roupa que amanhã eu vou vestir.
E finalmente vem a minha companheira,
Traz um beijo e aquele jeito sempre igual de me sorrir.


Teresópolis, 30/01/1977
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 09/02/2007
Reeditado em 09/02/2007
Código do texto: T374588


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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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