VOCÊ

Quando meus olhos, cheios de carícia,

a envolvem toda em cobiçoso olhar,

você me julga um caso de polícia

e só falta, de raiva, me matar.

Porém você, que é fonte de malícia,

a si mesma é que deve condenar.

A culpa é sua, de mulher delícia,

boa demais para se respeitar.

Vendo-a, não há quem não se "desbandeire",

porque você, nas formas tão enfática,

é um atentado ao Laudelino Freire.

Você provoca os próprios imortais;

você viola as regras da gramática:

você - é "muito ótima demais!" (*)

NTT

(*) Laudelino Freire - gramático.

Bergamota
Enviado por Bergamota em 12/11/2005
Código do texto: T70354