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CORDEL DO AMIGO

CORDEL DO AMIGO OCULTO
Jorge Linhaça

 
 
Eitcha , tá todo mundo vexado
querendo descobrir os iscundido
inté eu já to ficanu aperreado
Ispianu aqui de zoio cumprido
quem será esse cabra arretado
sorteado prá ser meu amigo
 
É presenti que num acaba mais
e umas pista que nada explica
nem diz si é mulé ô rapaz
Quanto mais fala mais cumplica
asim não há quem tenha paz
se erra o palpite se istrumbica
 
É um tal de fala e desfala
de conheço e não conheço
que parece o crime da mala
um causo que eu conheço
mas o que todo mundo fala
é que pelo amigo tem apreço
 
Valha-me meu padim ciço
dai-me a santa paciência
isto é espinho de ouriço
não tem dó e nem clemência
é um tal de encher chouriço
e colocar tanta reticência
 
Mas a brincadera tá das boa
issu num tem como negá
desde as terra da garoa
inté lá no sertão carcará
brinca o varão e a varoa
morrendo de gargalhá
 
Até mesmo o gonzagão
arrastei pra esta fulia
pra agitar a multidão
fazendo mutcha estripulia
ao som deste bom baião
que vai até o raiar do dia
 
E ocê meu amigo da mulesta
qui anda por ai escondido
já tô inté fazendo uma reza
pro assunto ficar resolvido
já tá me suano até a testa
de tanto que tô enxerido
 
E aqui vou terminando
o cordel dos escondidos
meus cumprimentos dexando
para todos os envolvidos
e um Feliz Natal desejando
ao meu grupinho querido.
 

 
 
Eitcha , tá todo mundo vexado
querendo descobrir os iscundido
inté eu já to ficanu aperreado
Ispianu aqui de zoio cumprido
quem será esse cabra arretado
sorteado prá ser meu amigo
 
É presenti que num acaba mais
e umas pista que nada explica
nem diz si é mulé ô rapaz
Quanto mais fala mais cumplica
asim não há quem tenha paz
se erra o palpite se istrumbica
 
É um tal de fala e desfala
de conheço e não conheço
que parece o crime da mala
um causo que eu conheço
mas o que todo mundo fala
é que pelo amigo tem apreço
 
Valha-me meu padim ciço
dai-me a santa paciência
isto é espinho de ouriço
não tem dó e nem clemência
é um tal de encher chouriço
e colocar tanta reticência
 
Mas a brincadera tá das boa
issu num tem como negá
desde as terra da garoa
inté lá no sertão carcará
brinca o varão e a varoa
morrendo de gargalhá
 
Até mesmo o gonzagão
arrastei pra esta fulia
pra agitar a multidão
fazendo mutcha estripulia
ao som deste bom baião
que vai até o raiar do dia
 
E ocê meu amigo da mulesta
qui anda por ai escondido
já tô inté fazendo uma reza
pro assunto ficar resolvido
já tá me suano até a testa
de tanto que tô enxerido
 
E aqui vou terminando
o cordel dos escondios
meus cumprimentos dexando
para todos os envolvidos
e um Feliz Natal desejando
ao meu grupinho querido.
 
Jorge Linhaça
Enviado por Jorge Linhaça em 13/02/2007
Reeditado em 14/02/2007
Código do texto: T379840
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Jorge Linhaça
Salvador - Bahia - Brasil, 59 anos
3725 textos (801177 leituras)
95 áudios (13595 audições)
1 e-livros (284 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 27/09/20 00:20)
Jorge Linhaça