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você sempre que me exalta
eu já nem mais desconfio
mas sei que estou por um fio
daquilo que tanto me falta

não é a luz da ribalta
e nem do brilho o fastio
mas é o seu jeito sombrio
de me chamar de peralta

de me chamar de indecente,
irreverente, bufão
e de dizer que eu não
preciso nem de aguardente

de registrar que somente
eu sei dizer palavrão
tornando o anfitrião
bem humorado e contente

que nunca que perco a classe
nas frases que exteriorizo
que sei o momento preciso
que devo usar o disfarce

porém, apesar de achar
que isso é o que você pensa
eu continuo na crença
de que você quer é agradar

e assim tenho que concordar
que a diferença é imensa
e ela impede que eu vença
a quem jamais quis derrotar


Rio, 23/10/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 20/11/2007
Código do texto: T744219

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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