A SEREIA NA PISTA


Iluminada e radiante, uma luz em feixe,
Cegou-me ofuscante inesperada paixão.
Exímia nadadora máster, a sereia, um peixe,
Afogou-me em beijos, elegeu-me campeão.

Corpo esculpido na piscina,
A dengosa e faceira menina,
Rebola, bailando, girando, gingando,
Requebros divinos a parar o salão.

Anjo sem asas com voz de veludo.
Sorriso aberto com o qual me iludo.
Simpática a conversa, é só educação.
Sonoro suspiro que passa em furacão.

Desloca-te nos lugares,
Mudanças de ares,
Cativas nos bares,
Despertas olhares,
Sopa que finge querer e se nega a colher.


                                                                               maio 2008