SEIS HORAS

Seis horas, ruídos, sons, vozes, tudo se mexe, antes da sirene das sete tocar tudo se acalma

Silêncio, vazio, leves lembranças, um leve som surge e lentamente, toque a toque se aproxima, passos surdos e calmos

Resplandece pela porta o vulto bronzeado brilhante pelas gotas que deslizam e despencam suicidando-se ao chão

Silhueta elegante que seduz, olhos de fera que avança, o corpo se curva e joelhos tocam a cama,

Não resisto, levanto e tento tocar, mas como uma miragem esvazia e névoa se torna

Como fumaça flutua mais alto, sumindo a forma, fugindo a alegria, desaparecendo, me abandonando

Era você viajando em meus pensamentos

Terovydes
Enviado por Terovydes em 22/02/2006
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