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Desassossego

Hoje, naquele começo de mundo,
Onde tudo está por fazer ainda,
Sob um escaldante sol e rotundo,
Fizeste-me feliz, moça linda.

Ó como foi uma tarde ímpar!
Apesar dos fronteiriços olhos roliços
Daquela gente a nos espiar.

Espargindo de nós, a semente do amor;
Corpos recostados na parede sem viço,
Sentimentos feito um campo de flor.

Olhos meus, vidrados no teu semblante
E as mãos aguçadas pra te tocar.
Lá fora um calor escaldante,
Cá dentro uma paixão singular.

Ainda assim, o domingo foi divino,
Naquele lugar onde há tudo por fazer.
Só o encanto de tu me olhares sorrindo
Valeu o desassossego de te querer.

Mas, agora, me alagou a agonia
Da noite longa, e eu de ti distante;
No inconsciente, a tua voz, em sinfonia,
Sussurra, na tua ausência constante.
Cid Rodrigues Rubelita
Enviado por Cid Rodrigues Rubelita em 14/09/2008
Reeditado em 17/09/2008
Código do texto: T1178365

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Sobre o autor
Cid Rodrigues Rubelita
Curitiba - Paraná - Brasil
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