QUANDO FORMOS VELHINHOS

Um dia, quando já formos velhinhos,

co a ternura da vida, por companhia,

hei-de levar-te, no frescor da manhã,

as rosas mais bonitas, para te ofertar.

Teu primeiro gesto, depois do agrado,

será um leve rubor em todo teu rosto

com as palavras a fugirem-te sem ter

querer, e, longo beijo, então selamos.

Com toda a cortesia pedes-me pra vir

para dentro de casa, e, bem juntinhos,

um doce aroma toma conta do recinto,

co cheiro a bolinhos acabados de fazer.

Com a perícia de uma cozinheira, abres

o forno, e, minha vista, perde-se entre

as guloseimas, aguçando meus sentidos,

enquanto preparo as xícaras, com o café.

Bambinelas coloridas, abertas as janelas,

em silêncio tomamos o pequeno almoço,

podendo ver ao longe, animais pastando,

no fundo tudo o que desejamos para nós.

Jorge Humberto

25/09/08

Jorge Humberto
Enviado por Jorge Humberto em 26/09/2008
Código do texto: T1197701
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