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O acaso do tempo

No principiar da estação das marés,
o acaso do tempo e sua imprevisibilidade
engendrou o meu encontro com esta mulher,
que mais se assemelha a uma preciosidade.

E eu que me apresento como versejador,
Vejo-me um garimpeiro das profundezas,
Quase fóbico na iminência do torpor,
Que a mim me causa a tua beleza.

Tenho estado feito o homem monocular,
Com a visão vidrada no teu semblante;
Que quase me afogo nos teus olhos de mar,
Não fosse a acuidade desta amante.

Deus, quão perfeito é o universo!
E a simetria contida no acaso!
Há tanta felicidade se vivo perto
Desta senhora de sorriso largo.

Nem o tempo e sua cadente cronologia
Foram óbices a essa paixão singular.
Invariavelmente me emudece a sinfonia
De tua veludosa voz a cantarolar.

E eu que era um qualquer feitor
De estrofes angulares e pobre rima,
Vejo-me tal qual um beija-flor
Inundado no néctar de tua retina.

Deus, quanta harmonia contém o viver,
Embora não sejamos dele o condutor!
A incógnita do tempo detém o poder
Determinante desse desmedido amor.

Vivo os instantes eternos e alvissareiros,
Pois tudo se me apresenta radiante;
Agora que feito abençoado garimpeiro,
Tornei-me senhor do mais belo diamante.
Cid Rodrigues Rubelita
Enviado por Cid Rodrigues Rubelita em 01/10/2008
Código do texto: T1205515

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Sobre o autor
Cid Rodrigues Rubelita
Curitiba - Paraná - Brasil
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