Tua sede de mim me apavora.

Mas deixo-me sugar ao seu bel prazer.

Tornei-me um fantasma a tua espera,

Sedenta de teus beijos em meu jazer.

 

Escrava desta loucura que me arrosta.

Sempre em busca das delícias do terror.

No entanto sei que à mesa posta,

O prato principal é minha dor.

 

De mim só desejas o alimento que te sacia.

Deixando-me despida de pudor.

Na campa de mármore repouso fria,

À espera de outra noite de amor.

 

SP/31/10/2008

 

Célia poetisa
Enviado por Célia poetisa em 10/11/2008
Reeditado em 25/11/2008
Código do texto: T1275665
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