VISÃO SIMÉTRICA

VISÃO SIMÉTRICA

Juliana S. Valis

Simetricamente, amor, eis que agora vejo

Entre alma e mente, sentimentos sós,

Como resquício incauto de mais um desejo

De paz, de fé, já transbordando em nós !

Paralelamente ao sol, teu coração declama

Versos de uma lua que se faz de vida,

Enganando a rua numa mesma chama

De paixão, de luz, que o tempo já abriga !

Incauto amor sob a égide da tempestade,

Não vês que a dor é intrinsecamente humana ?

E, assim, a cor que a própria alma invade

É resquício célere de um coração que ama,

Além da luz insana que no mundo arde!

Profundamente, enfim, mergulho já sem calma

No maior enigma além de toda a cor,

Inundando em versos nossa própria alma,

Assim, dispersos na intrepidez do amor.

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poema registrado por Juliana S. Valis, copyright.