MEU AMOR À LA GINSBERG

Francamente, há muito tempo

Que não somos como já fomos.

Caralhos de medo.

Paranóias inexplicáveis.

Putrefação mental.

Tudo isso adentrou nossa vida,

E o amor hoje, não passa de sexo anal.

Ela dando para mim como

Se fizesse o maior sacrifício

De seu verdadeiro, mas ferido coração.

“Está bem!” -gritou eu para ela.

“Sou um puto de um saudosista,

Mas quando o presente não vale mais que uma lembrança

O que se deve fazer?”

E o meu sexual coração,

Sofre em suas mãos

Com suas unhas tristemente ruídas.

E o meu órgão não é mais

Que um pedaço de carne que a incomoda periodicamente.

Mas eu amo com um amor doente,

Ardente e com uma fraqueza demente.

Eu sou uma porra

De um fantoche em suas mãos.

Ela é um fruto de sua geração.

Eu um fudido de uma rebelião louca

Contra um mundo já derrotado

Que nos faz afundar em sua derrota

E desgraçado conformismo.

Eu velho, cercado de velhos mortos,

Cansado de tantos destroços.

Respiro o ácido ar da embriaguez

E bebo até o cu fazer bico.

E logo depois colo a cara

Na privada e me vejo

Naquele espelho natural.

Dou uma gargalhada,

E até que ainda não estou de todo mal.

Felipe Duque
Enviado por Felipe Duque em 10/12/2008
Código do texto: T1328127
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