Quando a Lua se Cobre


Na imensidão do amor que me seduz
Chego-te em brancas plumas de neve
À noite escura meu corpo para ti reluz
Maciez da seda, lenitivo à nossa febre

Nua, tua, em pele marfim rija de amor
Aquele rubro ardor aquecendo os nós
Dos laços e nos abraços um tenaz calor
Quando a lua se cobre, nos deixa a sós

Sem nos conter aos murmurantes sons
Os dons na canção são nosso esplendor
Em misteriosa forma que brilha os tons
Acalantos à pele em orgasmos multicor

E nas imagens fugazes que se apagam
Delírios trazem olhares que nos afagam
Nos retratos do sonho surgidos do amor
Voamos ao infinito em formatos de flor


19/02/09