Destino de Poeta

Quase por um segundo
Foi o tempo que te amei
De um modo tão profundo
O qual nunca esquecerei
 
Talvez tenham sido teus olhares
Quiçá a alma ou coração
E se um dia me questionares
Não terei explicação
 
Já não ficam mais presentes
Deste tempo esquecido
Tuas lembranças agora ausentes
Que me deixaram entristecido
 
São tantas marcas e cicatrizes
Sem poder as esconder
Que nem lembro dos infelizes
Momentos a te ver
 
Hoje faço versos e canções
De uma anti-história sem sentimentos
Para que possam os corações
Aliviarem seus sofrimentos
 
Triste fim de quem ama
Acreditar que seu amor
Será para sempre uma chama
Do mais sublime esplendor  
 
Sendo destino do poeta
Sua alma exibir
Trazendo a tona, incorreta
A melancolia de partir
 
Vou solitariamente
Cumprindo meu mandamento
De propagar eternamente
O que para alma é tormento

Edison Barlem
Enviado por Edison Barlem em 24/04/2009
Código do texto: T1556461
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