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A descoberta


(Agora que canto e planejo,
a nau muda de rota rumo à luz.)

Trago do mais inóspito recôndito da alma
o soro antibélico imutável e revolvente,
que se projeta num espasmo de força infinita,
transmudada em sabor de vida luminosa.

O caminho da suprema solução é móvel,
porém seguro, colorido, definido ou não.
Envolvo-me no morno momento impreciso
e tua suprema ternura, recém-descoberta,
põe-me de olhos fechados
para saborear a sublime emanação do Alto.

E eu julgava-te extinto...

Total é a abertura,
num lapso de tempo tudo é claro,
simples e complexo até o infinito.
Apenas me curvo à ciência dos eventos
que te envolvem e te trazem a meu lar.
Deixo-me dominar sem resistência ou seriedade;
me esqueço, me abandono em teu carinho
sem raciocinar.
Me atiro de olhos fechados,
me abro para a dor dos amantes,
para a saudade dos distantes,
para o fome dos desejos,
para a sede dos prazeres,
para a força das esperanças,
para a resignação das dúvidas,
para a dúvida das certezas
e para minha própria fraqueza tão terna...

Apenas me sinto vivo novamente,
e nada lamento por isso.

Encaro nos olhos,
mais uma vez,
este velho e desconhecido amigo.


Tiberius Lysaneas
Enviado por Tiberius Lysaneas em 15/06/2009
Código do texto: T1650616


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Sobre o autor
Tiberius Lysaneas
São Leopoldo - Rio Grande do Sul - Brasil, 44 anos
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Tiberius Lysaneas