(Imagem retirada da net)





 AMOR IMPREVISTO




Senti um manto leve chegando de fininho...
Mal te olhei, e não quis mais fechar meus olhos.
Fiquei te olhando com a calmaria das estrelas em noites felizes...
Observava o viver apaziguado da tua vida vivida sem complicação.

Um desejo foi cavando meu peito e senti um arfar desmedido
Um tremor estremeceu meu corpo!
Será esse o tal amor que se ama, quando de fala amando?!
Não escutei minha resposta...
Não ouvia mais nada que não fosse o rebimbar no meu coração
Num rítmo acelerado pulsando na garganta.

Não sei... Talvez um dia descubra o que senti
Apenas sei que está doendo
Uma dor doída que não judia e não para.

Afinal...
Era eu quem queria, era eu quem me dava.
Era eu quem sentia, era eu quem te amava.
E esse fato soava como um zunido sem interrupção
Ensurdecendo o meu juízo,  e me perdendo da razão

Ah realidade construída nos meus sonhos
E que de mansinho foi criando raízes interligando duas vidas...
... E uma só realidade.
Um amor imprevisto, às margens do meu abobado desejo.

No meu rosto, um sorriso de luz!

Agora sim, sou tua...
Até o instante em que não mais haverá o antes e nem o depois
Apenas o agora e um gozo benífico sem nenhum precedente...

Deixa que esse momento seja o anúncio de um lindo tempo
Uma irrealidade sem medos, sem receios
Sem temores ou maldades
Em que...

...Eu acredito ser possível verdadeiramente, AMAR VOCÊ!!!