SEU VULTO NA NOITE

Tento dormir,
não consigo...
então?
pergunto para a escuridão,
me envolvo no cobertor,
volto de bruços na cama,
abraço o travesseiro...
em chamas minh'alma
meu corpo te clama,
no silêncio da noite
suspense...
é você chegando,
aconchegando,
eu completa
me entregando,
num imprevisto relance
você vai se apagando...
apagando,
seu vulto vai se esfumando,
aperto a fronte que lateja,
gritando em surdina
que você não se vá
assim...
inesperadamente,
meu grito se perde
no silêncio...
na solidão
da noite irreverente,
agora aquela chama
ardente,
estraçalhada...
morta tão de repente!
Moly
Enviado por Moly em 27/07/2009
Reeditado em 31/08/2015
Código do texto: T1721994
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