NAVEGANDO SONHOS


Navego balsas
em mar aberto.
Sou longe e perto
do corpo aquático
de sabor agridoce
como se fosse
de lima e limão.

Navegam sonhos
barcos abstratos
pescando dramas.

Navego balsas
com longas alças
fisgando escamas

e a transformá-las
em mal-me-quer:

Tu me amas,
tu não me amas,
mulher!

Odir, de passagem

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