Quase Divina


Toda manhã ali da minha janela.
Na janela enfrente... Eu vejo, ela.
Andar pelo seu quarto... Tão bela
Ela e natureza, que se fez donzela.

A brisa balança a cortina levemente
Pelo quarto ela desliza suavemente
Até uma porta onde some de repente
Como saiu, ela voltou rapidamente.

Sempre protegida atrás da cortina
Semi-nua, o seu corpo me fascina.
Seu olhar a minha mente domina
Na sua inocência, ela é quase divina.

Abriu as cortinas e se deparou comigo
Então senti que estava correndo perigo
Tento fugir ao seu olhar e não consigo
Então percebo, qual será o meu castigo.


Pelotas: 18 / 08 / 2009