Consumindo a Vida


Às vezes caio em meu fosso de silêncio
Num repouso e cura as minhas feridas
Trêmula e inquieta, vago ao prenuncio
Em passos pesados consumindo a vida

Muitas vezes as feridas de um coração,
Diluem como um tempo sem memória!
Cicatrizam em remotas artérias inglórias

No louco esforço a não destruir o sorriso
Na boca que te beija no sonho divisível
Amanheço em amor dessa noite terrível

Assim me ergo sem sonho e radiante
Calma e serena como um rio distante
E mesmo cego, o destino ruma a diante

Dos passos pesados consumindo a vida!


31/10/09
São Paulo - SP