CORRER...CORRER...

Contra a ternura também eu corro,

a palmilhar caminho inverso,

no peito cravado a dor ,

dor cruenta de saudade.

Correr contra a ternura

(sabe-se)

mais aproxima

o flamante amor,

que não se distancia...

Nosso penar, íntimo, secreto,

chama de luz...inefável,

um respirar... fortidão

de tantos desejos,

é só um instante de loucura.

Viver alegrias,

momentos fugidios

como o galopar de um corcel

à solta,

no vigor de encontros,

de beijos ,

de suspiros,

ao sabor do amor,

de toque suave

nas plenas carícias...

Depois correr,

correr contra a ternura,

como se, no amor, a coragem

não incitasse a tantos desafios...

ANACLARA RIBEIRO
Enviado por ANACLARA RIBEIRO em 29/03/2010
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