Ah! Meu Amor,

Como não imaginar, que te procuro?
Como não te procurar, se só te encontro?
Como andar de cego em cego,
E, sem olhar, não poder vêr,
que a vista é longa e parca!
Como não te sentir,
se ardes em meu peito,jacente,
quando tudo em volta, me fala de ti...

Como não sentir,
A brisa leve, que teu nome sussurra,
a todo o momento?
Como não querer o desejável,
Um sentimento nobre e puro, inegualável?
Seria enfim, viver um desaforo,
Elaborar um plano conturbado de ilusões,
Respirar podridões,
Rolar calhaus e afundar naus!

Passar tintas, em telas rotas,
preambular por indistintas companhias,
sem vulto, nem reflexos!
Sem querer, levar por errados caminhos,
Desatentas atenções, perdidas ocasiões,
e, em pontes embarcando, para outras margens,
Com serenas e poucas falhas,
Pejada de desalentadas poesias!

Seria reinventar, um Mundo Novo...
Um quasi Utópico e quasi vero....
Onde emoções, valem mais que acções!
Onde não há mágoa, nem desespero,
Onde não há vales, nem canções.
Onde as cores se fundem, implacáveis!
Se confundem, gentis e intratáveis,
Duma forma ùnica irreproduzível.
Onde loucos partem, aventuras duram,
amores se deslumbram e as pessoas passam!
Onde a magia dum beijo, sabe a tudo !
Mata-me de desejo, dá-me o Ser,
mais que palavras!
A!! Mundo irreal, por onde andas?
Por onde encontrar, tuas veredas,
Que me levam a ti?
Só encontro sangrentas sarjetas,
de sangues difusos,
de gemidos confusos,
Entre prazer e pavor,
Onde lágrimas de sal,
São sinais de dor...
Calma-me, deixa-me morrer,
tranquilamente...
Sente-me, pela última vez,
deixa-me calar eloquente!
Parte-me, mas deixa-me ficar, eternamente,
Mas se o fizeres... !
Deixo-te o Meu Amor!
E perdida lua, em sua nobreza,
desta pobre, que te ostenta,
fará de mim princesa!

Estarei eu louca?
Mas se amar é doce de loucura,
Então, meu eterno amor, vamo-nos amar,
Enquanto a vida dura...!
Aguarela Matizada
Enviado por Aguarela Matizada em 25/08/2006
Reeditado em 04/01/2010
Código do texto: T225267
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