(imagem Google)
Quandos Do Coração

Quando palavras não conseguem definir o que se sente por dentro, lá dentro nos meandros de nossos mais indevassáveis segredos muita das vezes inconfessáveis;

Quando palavras não conseguem externar o que insanamente arde e queima sem discernimento, deixando de sobra apenas um descontentamento de não junto se estar;

Quando o coração anseia apenas alguns momentos, de assim poder este voraz sentimento apenas confessar, nos monossílabos tônicos de nossas mais verdadeiras emoções;

Quando estar por perto se torna o lamento, e o desejo de cuidar se transforma em sofrimento, cru, com chagas mal curadas de nossas mais verdadeiras intenções;

Quando neste diapasão se percebe em tempo, que somos um só, nos buscares de nossas intenções,ai sim é o tempo oportuno e certo para confessar as nossas mais secretas divagações;

Que quando estes quandos incontidos indigestos se acumulam em nossos caminhos incertos, nos transformando em esperançosos confessos,nos esquecemos dos "quandares" desconexos e dispersos, no embalar harmonioso e correto, de um poetar sangrado e modesto, que advem tão só do coração.




O Poeta do Deserto (Felipe Padilha de Freitas)
Enviado por O Poeta do Deserto (Felipe Padilha de Freitas) em 15/06/2010
Reeditado em 11/02/2011
Código do texto: T2321596
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